Tag Archives: Tim Cook

Separados no nascimento: Tim Cook e Ryan Stiles (Two and a Half Men)

Tim Cook / Ryan Stiles

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Produtos, concorrência, ações e inovação. A entrevista completa de Tim Cook à Bloomberg Businessweek

“Tem gente que acha que inovação é igual a novas categorias. E eu não vejo assim de forma alguma. Se você olhar para estes produtos [iPhone 5c e 5s], eles estão cheios de inovação, do sensor de impressão digital ao flash ao poder de processamento. O iOS está cheio de inovação. A inovação dele transborda o copo.”

Esta entrevista à Businessweek já está virando uma espécie de tradição. Todos os anos ela tem aparecido, sempre perto de algum lançamento importante da empresa.

Vale bastante a leitura, apesar de não trazer informações essencialmente novas. Ela é uma espécie de reafirmação dos valores e da atitude que a empresa tem perante o mercado, a concorrência e a maneira que ela prefere atuar.

No entanto, eu notei que existiu um esforço extra em mostrar que a Apple não tem interesse em brigar pela preferência do usuário que não dá valor à tecnologia e ao esforço em entregar uma experiência elevada. A entrevista é permeada por momentos em que Tim Cook se refere ao mercado de aparelhos ultra-baratos como “junk”.

De qualquer forma, reserve um tempo do seu dia para esta leitura. E sugiro um jogo: dê um gole em uma bebida cada vez que o Tim Cook começar uma frase ou ligar um raciocínio com o termo “And so“. Se você achar a entrevista chata, pelo menos já estará meio bêbado quando ela terminar.

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MG Siegler escreve sobre o discurso atual da Apple na imprensa

“Assim como a maior parte das pessoas, eu acompanhei a conversa do Tim Cook durante a conferência D11 com bastante interesse. E enquanto ela gerou muitos headlines, ficou a impressão de que não havia muito de fato sendo dito. Só pra ter certeza, eu voltei e assisti à entrevista inteira. Uma coisa ficou muito evidente:
Ela foi entediante.”

Excelente texto do MG Siegler. A entrevista do Tim Cook no D11 poderia ter sido dada no ano passado. Quando não há muito o que dizer, vale a pena considerar adotar o silêncio pra manter o mistério.

O Tim Cook tem falado da mágica que acontece no encontro entre hardware, software e serviços. Acho que existe um quarto fator aí, que é o mesmo que rege os princípios da Mágica desde o início dos tempos: o espaço ocupado pela imaginação do espectador, que ao mesmo tempo que está curiosíssimo pra saber como aquela mágica aconteceu diante de seus olhos, sabe que se o segredo for revelado, a coisa perde a graça.

Prova disso é a reação fria a eventos de lançamentos, que geralmente são eclipsados por rumores absurdos ou notícias que acabam revelam detalhes semanas antes dos eventos.

Em seu texto, MG Siegler diz o seguinte:

“The truth is that we don’t really want most of these answers. If Cook answered every inbound product question, we’d be happy for five minutes and then disappointed by next week. And by the time the product came out, we’d be downright bored.”

É sempre legal ver o Tim Cook falando fora dos keynotes da Apple. Mas tenho de concordar que seria muito mais legal se, além do discurso calmo, do tom de voz tranquilo e do sotaque sulista, nós já não soubéssemos exatamente o que ele está prestes a dizer.

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John McCain e seus updates no iPhone

É.. Republicanos de fato detestam qualquer tipo de update..

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AllThingsD confirma Tim Cook na D11

O AllThingsD acabou de confirmar que o Tim Cook voltará a falar na sua conferência anual, que acontece entre 28 e 30 de Maio. A entrevista com Tim Cook abrirá o evento.

Uma pena que não seja depois do WWDC e do anúncio do iOS7. Uma entrevista posterior poderia ser bem mais proveitosa.

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Time: Tim Cook poderia ser um produto da Apple

“Jobs falava alto, era imprevisível, desinivido e estava sempre com a barba por fazer. Tim Cook não. Ele não parece o CEO da Apple, mas se parece mais com um produto da Apple: quieto, limpinho, cuidadosamente arrumado, meticulosamente montado e ao mesmo tempo curiosamente quente e convidativo. Seu infalível cabelo branco poderia ter sido desenhado por Jony Ive e fabricado na China com alumínio escovado.”

Uma das minhas parted favoritas (certamemte a mais divertida) do excelente texto a respeito do Tim Cook feito pela Time Magazine. Vale a leitura.

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Apple x Google: O foco de uma empresa diz muito sobre ela

Em um post ponderando sobre a confusão entre Apple e Google por conta dos seus respectivos Maps, o John Gruber fez uma observação interessante, quando tratando entre as negativas da Apple em dar ao Google mais acesso ao iOS e informações de usuários

“A Apple não querer providenciar esse acesso ao Google é fácil de entender. Em primeiro lugar, a Apple sinceramente valoriza a privacidade dos seus usuários mais do que o Google(…)”

Isso me fez pensar nos depoimentos recentes tanto do Tim Cook, quanto do Eric Schmidt. O Tim Cook mantém o perene discurso:

“O DNA da empresa, a coisa que faz nossos corações baterem, é o foco maníaco em fazer os melhores produtos do mundo. Não só bons produtos, ou muitos produtos, mas os incontestavelmente os melhores produtos do mundo. E em criando estes grandes produtos nós focamos em enriquecer as vidas das pessoas – uma causa maior para o produto”

Enquanto isso, Eric Schmidt diz:

“Nós estamos claramente ganhando esta guerra. (…) A estratégia central é fazermos uma torta maior [falando sobre o  fato do Android ser gratuito e ceder lucros aos parceiros de hardware]. No fim das contas essa torta não será perfeitamente controlada e perfeitamente administrada [por nós] em virtude dos sistemas abertos.”

Enquanto o dono da Apple aproveita qualquer oportunidade de exposição pública para transmitir a mensagem de que a sua empresa foca em continuar buscando a perfeição ao desenvolver produtos que mudem as vidas de seus usuários, o dono do Google faz questão de registrar que a empresa vê o desenvolvimento e adoção de seus produtos como uma guerra, e não vai deixar um mero detalhe como ter total controle sobre seu produto atrapalhar o caminho.

Don’t be evil já é um remoto passado. Prioridades…

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MacBook Air com iOS? Tim Cook diz que não.

Dia desses saiu uma matéria no BGR que me chamou muito a atenção pela quantidade de bobagens que trazia. Era um texto listando as previsões para a Apple em 2013, feitas pelo famoso quem Adnaan Ahmad, da famosa quem Berenberg Capital.

Ahmad primeiro, defende um iPhone mais barato, justificando uma oportunidade de mercado. Furado. O iOS 6 hoje roda até no iPhone 3GS (sim, com restrições e processamento capado. Mas ainda assim, roda). E quer saber? Desde o lançamento do iPhone 5 você consegue um iPhone 4 de 8gb de graça nos EUA. Que tal isso pra preço de entrada? Se eles forem investir em um modelo de iPhone mais barato para rodar o iOS mais atual, eles vão fazê-lo com o próprio iPhone, e não em uma versão B com um preço de entrada menor.

Depois, a famosa iTV, rumor eterno que eu já explorei aqui. Pra resumir, é óbvio que em algum ponto eles vão lançar o aparelho. Mas ainda tem chão. Prever de 6 em 6 meses o lançamento de um produto que certamente vai chegar ao mercado um dia não é notícia, análise ou previsão. É chute.

Em seguida, o mais absurdo: um MacBook Air com iOS. Até comecei a escrever uma matéria a respeito no dia que o BGR fez este post, mas parei na metade por achar sem propósito. Hoje, porém, uma outra pessoa refutou essa idéia. Essa outra pessoa foi o Tim Cook, pra Business Week.

“Nós não partilhamos da visão de que o OS para iPhone e iPad deve ser o mesmo do OS do Mac. Como você sabe, o iOS e o Mac OS são feitos a partir da mesma base. E o Craig [Federighi] sempre administrou os pontos em comum. Então é uma extensão lógica. Consumidores querem que o iOS e o Mac OS trabalhem juntos de uma maneira redonda. Não que sejam a mesma coisa, mas trabalhem de uma maneira redonda.”

Acho que o Sr. Ahmad estava na realidade se referindo ao Microsoft Surface quando falou sobre um MacBook Air com iOS. Produto esse, aliás, que não me parece estar dando muito certo. Por que será?

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Apple, declínio e profecias

Pra corroborar com os profetas que dizem que agora que não tem Steve Jobs, a Apple está fadada ao fracasso, um ex-funcionário britânico da Apple escreveu uma coluna no The Guardian, dizendo que a Apple atingiu seu ápice, e que o prognóstico de agora em diante aponta para um vagaroso e inevitável declínio.

Com mais de um ano à frente da companhia, o Tim Cook já passou da fase de dar sinais de que tem a empresa sob controle, e está dando passos importantes pra garantir que esse tal declínio não aconteça. A demissão do Scott Forstall, o rollout de telas Retina pra toda a linha de produtos (exceto iPad mini), e a adoção dos novos conectores de energia em todos os iDevices em menos de um mês mostram que não existe acaso nas decisões tomadas em Cupertino. Steve Jobs faz falta como ícone, mas três milhões de iPads mini vendidos em três dias mostram que o planejamento da empresa segue inalterado, e se isso é indício de declínio, é um indício que a Microsoft, Google, Amazon e Samsung devem invejar bastante.

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