Tag Archives: Jony Ive

Trailer do livro com a biografia do Jony Ive desrespeita Steve Jobs

O livro Jony Ive – The Genius Behind Apple’s Greatest Products de Leander Kahney acabou de ser lançado. E pra tentar ajudar na divulgação, fizeram uma espécie de trailer que traça o perfil de Ive, enquanto enumera os seus feitos. Ele é bastante morno, e tenta replicar de forma rasa a própria comunicação da Apple. Mas este não é o maior problema aqui.

O problema principal é a parte final do vídeo, que faz a pergunta: “Será que demos o crédito pra pessoa errada?”

Que golpe baixo e de extremo mau-gosto. O vídeo poderia ter ficado sem essa. Que falta de respeito. Há tempos eu estou bastante curioso para ler o livro, e é evidente que o autor não tem nada a ver com este video. Mas confesso que fiquei com um pouco menos de vontade de ler a obra depois de ouvir isso.

Video via The Loop

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Jony Ive, simplicidade e a inevitabilidade de Beethoven por Leonard Bernstein

O USA Today fez uma entrevista bem interessante com o Jony Ive e o Craig Federighi. Apesar de eles citarem os novos produtos, o foco do papo é muito mais sobre a cultura da Apple e suas motivações. Em um determinado ponto da entrevista, Ive diz o seguinte em relação à simplicidade de seus designs:

“Simplicidade é quando você está tentando definir a essência de algo e chega a uma solução que parece totalmente inevitável e óbvia. Muita gente vê simplicidade como a falta de elementos. E este não é o caso. A verdadeira simplicidade você só atinge quando segue, e segue, e chega um momento em que você diz ‘Ah, mas é claro’. É quando não existe nenhuma outra alternativa racional possível.”

Isso me fez lembrar de um vídeo de 1954 em que Leonard Bernstein trata exatamente deste mesmo tema, enquanto explora os rascunhos de Beethoven com pedaços que não entraram em sua 5ª Sinfonia. É um video incrível, e vale você dedicar 6 minutos do seu dia a ele. Mas o ponto que me veio à mente é quando Bernstein fala sobre a inevitabilidade da nota correta:

“O compositor precisa desenvolver um mapa interno e ele precisa fazer com que uma nota seja seguida somente pela única nota que poderia possivelmente fazer sentido naquele momento, como se ela fosse inevitável. (…) Imagine uma vida inteira, composição depois de composição, dedicada a esta busca constante pela perfeição e inevitabilidade.”

O interessante desse vídeo é que ele mostra que até mesmo as coisas que nos parecem perfeitamente naturais como a sequência de notas na 5ª Sinfornia de Beethoven, não aconteceram por acaso e nem foram estabelecidas em um simples lampejo de genialidade. Muito trabalho foi colocado ali e muitos caminhos e alternativas foram explorados.

Beethoven chegou a refazer alguns rascunhos mais de 20 vezes até chegar naquele único resultado que nos parece tão natural e tão bem-acabado, que esconde os incontáveis caminhos que foram explorados. É exatamente o que Ive promove com seu estudo sobre a simplicidade. Olhe pro seu iPhone novamente. Ele lhe parece diferente?

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Bloomberg dizendo que o iOS7 pode atrasar

Parece que a Bloomberg está medindo os outros com a própria régua.

Via CultOfMac

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