Tag Archives: Google

Famoso app Bump chega ao fim, após aquisição do Google

Google começando 2014 do jeito que mais gosta: matando um serviço útil usado por milhões de pessoas.

Via The Verge

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O erro de digitação no press release do Google sobre anúncios no Google Maps

“Hoje nós apresentamos uma experiência com anúncios atualizada que achamos que será mais atraente para nossos usuários e mais eficiente para os anunciantes.”

Existe um erro de digitação bem claro aí que o Google deixou passar. Diz “para nossos usuários” quando evidentemente era pra dizer “para nós“.

Via Google

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Google+ tem menos atividade social do que o LinkedIn

“A rede social do Google soma 2% de todo o conteúdo compartilhado em redes sociais em toda a internet.  (…) O LinkedIn está na frente do Google+, com 3% de share em conteúdos compartilhados”

Chega a ser vergonhoso o quanto o Google tem investido no Google+ e o retorno que isso vem dando.

Ele é uma espécie de Ping do Google. Exceto que a Apple teve o bom-senso de matar o Ping quando percebeu que ele não levaria a nada, enquanto o Google mata outros serviços pra tentar enfiar o Plus goela abaixo dos usuários.

Via BRG

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Google Latitude: a próxima vítima da casa

Hoje o Google anunciou que a partir de 9 de Agosto o Google Latitude (também conhecido como tentativa frustrada de Foursquare) será desativado.

A primeira coisa que me veio à cabeça foi “Peraí, eles mataram o Google Reader antes de matar isso aí?“. Acho que as prioridades lá em Mountain View andam meio bagunçadas.

A boa notícia é que ao contrário do Google Reader, ninguém vá sentir muita falta do Latitude. A má é que o Google continua com o roteiro de matar serviços próprios um a um pra forçar os usuários a adotarem o inútil Google+. Me pergunto qual será o próximo.

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Marco Arment escreve sobre o que levou o Google a matar o Google Reader

Excelente texto do Marco Arment sobre o assunto.

“O Google Reader é a vítima mais recente de uma guerra que o Facebook começou, aparentemente por acidente: a batalha para ser dono de tudo. Enquanto o Google tecnicamente era “dono” do Reader e podia dar utilidade à gigantesca quantidade de notícias e dados de atenção que passava por ele, isso entrava em conflito com a estratégia muito mais importante do Google+: eles precisavam que todos estivessem lendo e compartilhando tudo pelo Google+ para que eles possam competir com o Facebook para coletar dados pra exibir e vender anúncios personalizados, aumentar suas vendas e as deixar mais relevantes.”

Pare o que está fazendo e dedique alguns minutos a esse texto. Vale bem a pena.

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Como o Google está matando as buscas orgânicas

Resultado de busca do Google | Tutorspree

Texto bem interessante feito por Aaron Harris no Tutorspree, mostrando a forma como os resultados pagos x orgânicos aparecem para nós no computador e no iPhone.

“Abra o seu iPhone. Busque por ‘Italian Food’. O que você vê? Se você estiver em NYC, você vê zero resultados orgânicos.”

O pior é lembrar que mesmo esses 13% da busca do PC fazem parte da bolha de buscas do Google. Nem os resultados orgânicos são de fato tão orgânicos assim.

Via BoingBoing

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The Xbox one is….? O que o Bing e o Google querem que você pense sobre o console?

Veja só que curioso: se você resolver buscar por “the xbox one is” no Google, eis as sugestões que o buscador irá lhe apresentar:

Xbox one is Google

Já lá no Bing, eis o que o mesmo termo retorna:

Xbox one Bing

Lembra do lance das bolhas de pesquisa? Pois é…

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Bolhas: O Google já te mostra só o que ele acha que você deve ver

A entrevista do Richard Gringras pra Wired me lembrou de um TED em que Eli Pariser mostra como o Google e o Facebook trazem resultados baseados nos dados que eles têm sobre você, e como isso é totalmente prejudicial à sua experiência na web.

Links, matérias e conteúdos ficam totalmente inacessíveis por você, simplesmente por que o Google se vê na posição de poder escolher o que você lê, a que horas você vai ler, e como vai receber esse conteúdo.

Depois de ver este vídeo, considere adotar o DuckDuckGo como sua ferramenta de busca. Ele não guarda nenhuma informação sobre você, e os resultados das buscas aparecem sem qualquer viés.

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Google sobre o fim do Google Reader: A culpa é dos usuários

Durante uma entrevista pra Wired, o Diretor Senior de Notícias e Produtos Sociais do Google, Richard Gringras, disse que o Google Reader morreu pelo seguinte motivo:

“Usuários com smartphones e tablets estão consumindo notícias em pequenas doses ao longo do dia — substituindo o velho comportamentos-padrão de consumir notícias durante o café da manhã junto de uma leitura agradável ao final do dia. (…) [O Google está estudando] maneiras onipresentes de distribuir notícias pelos produtos [do Google] para atingir cada interesse dos usuários com a informação correta no momento correto por meio do veículo correto.”

Então ele está dizendo que o Google Reader morreu porque nós paramos de ler notícias de manhã e à noite e começamos a ler notícias durante o dia inteiro? E pra que diabos servia o Google Reader, se não era pra isso? Jornal-de-manhã-e-leitura-leve-de-noite era uma hábito de 15 anos atrás, muito antes do Google Reader sequer existir. Na verdade, o Google Reader ajudou a mudar exatamente este hábito.

Eu não acho que conheço ninguém que não deixava uma aba com o Google Reader aberta durante todo o dia pra ‘consumir notícias em pequenas doses ao longo do dia’. Pra que o RSS serve, então?

A parte final do texto me mostra a real razão pela qual o Google Reader foi abandonado. As pessoas simplesmente não adotariam o maldito Google+ e a bola-forçada-da-vez Google Now pra consumir notícias se o Google Reader ainda estivesse por perto.

“Atingir cada interesse dos usuários com a informação correta no momento correto por meio do veículo correto”?. Absolutamente que não. Muito obrigado, mas eu vou escolher a notícia que eu quiser ler, quando eu quiser ler, usando o veículo que eu quiser usar.

Via Wired

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Larry Page, seu discurso é legal, mas o Google não está ouvindo

No Google I/O desse ano, Larry Page subiu ao palco ao final da palestra que teve 3 horas de duração pra passar uma mensagem de otimismo, paz e inovação. Fez excelentes comentários a respeito do futuro da humanidade, pregou otimismo e cooperação entre pessoas assim como entre empresas em prol de um objetivo só: fazer com que o mundo evolua.

Lá pelas tantas, ele disse o seguinte:

“E apesar da rápida mudança na indústria, ainda estamos nos movendo devagar em relação às oportunidades que nós temos. E um pouco disso é por causa da negatividade. É sobre nós contra alguma outra empresa, ou alguma estupidez assim. Nós deveríamos é estar construindo coisas incríveis que não existem.”

Lindo, não é verdade? É uma pena que o próprio Google não acredite muito nesta utopia. Logo antes de Larry Page subir ao palco, durante três horas, o Google anunciou uma infinidade de serviços. Mas não foram serviços inovadores. Não foram coisas incríveis que não existem. Na realidade tudo que foi anunciado já existe. E tudo que foi anunciado irá concorrer com empresas e serviços já estabelecidos há anos no mercado:

Google Hangouts: O WhatsApp / Skype / Facebook Messenger / etc… do Google
Mais uma maneira de empurrar o maldito Google+ goela abaixo da humanidade, disponível pra web, iOS e Android. É um serviço que vai integrar os inúmeros serviços de conversa do Google (Chat, Talk, Google+ Messenger). Dori Storbeck já confirmou que o sistema também englobará SMS. num futuro próximo, bem como ligacões.

Google Play Music: O Rdio / Spotify / Pandora / etc… do Google
Este já era um rumor antigo. A empresa vai finalmente lançar o seu sistema de assinatura para streaming de músicas. Não dá pra analisar a importância ou o risco que oferece aos outros serviços, já que eles não anunciaram quantas músicas estarão disponíveis, ou de quais gravadoras. Mas, claro,  já sabemos que o serviço custará U$9.99 por mês. E ao que tudo indica, a Apple também está em vias de lançar algo parecido. O Jason Snell fez um comentário pertinente sobre isso. Será que o mundo realmente precisava de mais 2 serviços assim?

Google Wallet: O PayPal / MasterPass / PagSeguro / etc… do Google
O serviço de pagamentos digitais do Google ganhou uma versão mais parruda. Agora você conseguira enviar dinheiro até mesmo via email, com um botão que realmente dirá “envie dinheiro” como se fosse um anexo.  O serviço também promete poupar seu tempo e preencher todos os campos de um formulário de compra. Algo que o PayPal usa como benefício desde seu surgimento, em 1998. Sim, são 15 anos.

Imagens no Google+: O Flickr / iPhoto / Photoshop / Pixelmator / etc… do Google
Esta parte da palestra chegou a ser cômica pelo tempo que durou. O anúncio foi basicamente de um serviço poderoso de melhoramento e correção de fotos, junto de um serviço de postagem e armazenamento no Google+. Assim como no Flickr, as fotos poderão ser armazenadas em seu tamanho original. Pra mostrar como o serviço deles é melhor do que o dos outros, eles colocaram um slide comparando a imagem armazenada lá com as imagens no Instagram, Facebook e Twitter. Realmente não entendi o que os levou a comparar com o Instagram, que tem uma proposta absolutamente diferente da deste serviço. Enfim.

Voice Search: A Siri do Google
Quem já usou a busca por voz do Google já notou a diferença entre este serviço e a Siri. Enquanto o serviço da Apple causou grande comoção quando foi anunciado, o Google correu e lançou um serviço igual, mas com uma experiência superior (este é o real negócio do Google, segundo o John Guber). E agora o Google resolveu evoluir este sistema, permitindo que a busca seja feita de forma que seja uma conversa natural com uma pessoa, integrada ao Google Now. Você pode dizer “Encontre um bar perto da minha reunião das 17h de amanhã”, e a busca saberá o que fazer. É basicamente o que usuários do iOS e de Macs vêm pedindo desde o anúncio da Siri.

WebP: O JPEG / GIF animado do Google
Sim, o Google quer mudar o padrão de imagens estáticas e animadas da web. Durante este segmento, foram apresentadas as vantagens da adoção deste padrão, que eles dizem entregar a mesma qualidade com um arquivo mais leve. Compararam uma imagem WebP de 468kb com um JPEG de 676kb.

VP9: o H264 do Google
Quem trabalha com vídeos sabe como a codificação em H264 de arquivos .MOV e .MP4 é mágica. Você converte um arquivo de 200mb deixando-o com pouco mais de 2mb. O que o Google fez foi comparar esta codificação com a que ele passará a defender e adotar no YouTube, a VP9. Compararam um arquivo H264 de 343mb com um VP9 de 125mb. O que eles deixaram de fora foi o fato de que a codificação H265 está prestes a sair e promete arquivos de mesma qualidade com a metade do tamanho do H264.

Samsung Galaxy S4 neutro: O Samsung Galaxy S4 do Google
Em um ponto um tanto surreal da apresentação, a empresa anunciou o início das vendas de um modelo desbloqueado do Galaxy S4 com a vantagem de que o Android que vem instalado é totalmente padrão, sem a customização nativa do aparelho. A desvantagem foi que ninguém pareceu se empolgar, especialmente depois que eles anunciaram que o aparelho custará U$649. Esta foi uma parte sem aplausos da apresentação.

 

Eu não sei exatamente onde o discurso de que o Google não existe para concorrer com as outras empresas entra aí. O que eu sei é que a cada novo assunto da apresentação, um mercado diferente e estabelecido ganhava um concorrente. Isso vindo de uma empresa que abandona sem aviso 35% de seus negócios e iniciativas, pode ser algo realmente perigoso. Especialmente quando o atual presidente diz coisas como “Don’t Be Evil era a coisa mais estúpida que eu já ouvi” e “De vez em quando a Internet precisa de um botão de Deletar“.

Prova disso é o Google Reader. Ele chegou, destruiu um mercado que já estava estabelecido para leitores de RSS, e assim que o Google cansou da brincadeira, matou o serviço. Alguns milhões de usuários ficaram sem o Reader e sem os outros que foram morrendo durante esse meio-tempo.

Larry Page, você fez um belo discurso. É uma pena que a empresa que você fundou não concorde com ele.

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